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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A ORGANIZAÇÃO "CERTA"...

Não estou suficientemente informado sobre o que se passa em instituições de outros sectores de actividade.

Mas na saúde - concretamente no sector público – constato que se verifica a tendência para adoptar em diversos hospitais, por exemplo, um novo modelo de organização, idêntico para todos eles.
Como se existisse um único tipo/modelo de organização correcta.
É hoje evidente que um modelo de organização não é algo de absoluto e universal.
O modelo a adoptar é um instrumento que tem por objectivo rendibilizar o trabalho de um conjunto de recursos humanos e materiais, atenta a missão e valores duma instituição e os objectivos a alcançar.
Como tal, uma dada estrutura organizativa é adequada para determinada actividade e certas tarefas, em determinadas condições e em determinadas alturas.
Hoje reconhece-se que não é correcto considerar as instituições como “homogéneas”, não sendo portanto acertado utilizar um modelo “universal” na sua estrutura organizativa.
Um facto incontornável, no entanto, é que tem que existir uma autoridade final.
Isto é, um “chefe” – alguém que seja capaz de tomar decisões finais e que possa esperar que elas sejam acatadas.
A eficácia/sobrevivência de qualquer instituição depende de uma liderança clara, inequívoca, sustentada no alinhamento do pensamento estratégico das pessoas que integram o respectivo órgão de gestão.
O referido alinhamento do pensamento estratégico também é, portanto, uma condição “sine qua non”...
Por outro lado, existem alguns “princípios” de organização.
Um deles é que a mesma deve ser transparente: - os profissionais da instituição devem conhecer e compreender a estrutura da organização em que trabalham, as directrizes fundamentais de enquadramento do seu trabalho, as razões das decisões dos respectivos órgãos de gestão.
Outro princípio é que não se “gerem” pessoas: - lideram-se.
Para isso são determinantes o carácter e o exemplo de desempenho (competência e empenho) daqueles que integram os órgãos de gestão.
Outro princípio fundamental é ter o menor número possível de níveis hierárquicos – quanto mais não seja porque, conforme nos diz a Teoria da Informação, “cada nova camada duplica o ruído e corta a mensagem ao meio”…
Estes princípios não nos ensinam o que fazer, mas sim o que não devemos fazer...
Assim como não nos dizem o que é que vai funcionar, mas o que é muito provável que não funcione...

sábado, 22 de agosto de 2009

SEM DEMORA, MUDEMOS !

Quais são as pessoas da sua empresa que possuem maior capacidade criativa?
Que condições criou para a sua utilização e valorização?

Vivemos num país onde o pensamento organizado e sistémico é bastante frágil. Somos todos muito críticos e "opinativos", as reuniões são "infinitas", é difícil organizar o tempo e o rigor é pouco valorizado.
Para agravar a situação, 1 em cada 5 portugueses é pobre e 1 em cada 10 portugueses é analfabeto. Na prática, quase um terço dos portugueses não contribui para o PIB.
A percepção de corrupção tem vindo a aumentar, o pessimismo dos portugueses atingiu os níveis mais elevados, as assimetrias sociais e económicas são cada vez maiores e, desde 1986, o índice de confiança dos portugueses atingiu o valor mais baixo.
Como sair deste ciclo?
…Eu gostaria de um Portugal onde as pessoas fossem felizes, onde houvesse confiança.
Confiança nas instituições, na sociedade, na família, nas pessoas e sobretudo nos líderes.
Fala-se de crise financeira, mas a crise é de evolução.
Para mim é provavelmente a primeira "crise de transformação" do mundo global.
Temos que mudar, comportamentos, atitudes, estilo de vida e políticas.
E, infelizmente, há muita resistência.
Dizem-nos que se tem que mudar, mas no fundo não querem.
Mas, vamos mesmo ter que mudar! E espero que seja o mais cedo possível.
Assim, mais do que nunca, precisamos de líderes "a sério"…”
“…Se é político, economista, gestor ou simplesmente alguém com responsabilidades de gestão sobre um grupo de pessoas ou sobre uma organização não "use" as pessoas, não pense só na sua carreira, não tema concorrência e não perca tempo com intrigas.
Trabalhe para transcender, procure superar os seus limites, não deixe de querer crescer e de querer desenvolver profissionalmente os que trabalham consigo.
Seja um líder que não teme a mudança e que como não tem medo dela, procura encontrar sempre novas soluções para superar, por vezes, até mesmo causas consideradas impossíveis.
Para isso é essencial ser competitivo, mas viver em integridade e coerência, crescendo constantemente em sabedoria e prudência.
Das pessoas que trabalham consigo, sabe quais são as que possuem uma maior capacidade criativa?
Que condições criou para a sua utilização e valorização?
Olhe que um clima de confiança no trabalho estimula a entrega e dedicação.
E é um item básico da felicidade. É por isso que luto por ser feliz.
E você ?"
Extracto de artigo de
Bruno Valverde Cota, Doutorado em Gestão de Empresas
In Diário Económico de 25/03/2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

O ESPÍRITO DE UMA ORGANIZAÇÃO...

Mais um extracto de um texto da autoria de Peter Drucker que, pela sua pertinência intemporal, considero ser merecedor da nossa mais profunda reflexão...
A prova da sinceridade e seriedade da gestão reside no intransigente ênfase que se dá à integridade de carácter.
Esta característica, acima de tudo, tem de estar simbolizada nas decisões que dizem respeito à gestão de “pessoas”.
Porque é o carácter através do qual uma liderança é exercida; é o carácter que dá o exemplo e é imitado.
O carácter não é algo com que se possa enganar as pessoas.
As pessoas com quem alguém trabalha, especialmente os seus subordinados, sabem em poucas semanas até que ponto ele ou ela é ou não íntegro.
Podem perdoar uma pessoa por imensas coisas: incompetência, ignorância, insegurança ou más maneiras. Mas nunca perdoarão a falta de integridade…
Isto é particularmente evidente no que diz respeito a quem chefia uma empresa. Porque o espírito de uma organização é criado a partir do topo.
Se uma organização for “grande” de espírito, isso é porque o espírito de quem está no topo é “grande”.
Se decresce, será porque o topo apodrece.
Conforme diz o ditado, “as árvores começam a morrer por cima”…
Manegement: Tasks, Responsabilities, Practices - Peter Drucker