domingo, 25 de abril de 2010

ATRAIR E MANTER PESSOAS QUALIFICADAS, CAPAZES E AMBICIOSAS

Por razões de natureza pessoal e profissional - que se têm traduzido por maior dificuldade na gestão do tempo - escrever "apontamentos e reflexões" na minha agenda e fazer a sua transposição para este blogue, para os partilhar com os meus amigos e outros leitores, determinou que esses registos passassem a um lugar de menor prioridade.
Finalmente, esses apontamentos e reflexões subiram na escala de prioridades, dentro dos critérios que tenho para a gestão do meu tempo.
Por isso aqui estou de novo, para reproduzir de forma adaptada, algumas afirmações de um dos gurus da gestão meus preferidos, que tive oportunidade de ler há algum tempo.
É que ao olhar à minha volta, observando diversas organizações, constato que tais afirmações são tão verdadeiras e actuais que, em nome do futuro, devem ser motivo de reflexão para todos.
<...Quando se lida com pessoas, é preciso que existam objectivos muito bem definidos e sustentados nos valores e crenças da organização.
"O que terão de ter os empregos que proporcionamos ou oferecemos para que consigamos manter junto de nós quem precisamos e quem queremos ? Qual é a oferta disponível no mercado de trabalho ? O que é que temos de fazer para atrair essas pessoas ?"
É desejável ter objectivos específicos ao nível do recrutamento de gestores, desenvolvimento e desempenho, mas têm de existir igualmente objectivos específicos para os grupos inseridos na equipa dos profissionais que não ocupam cargos de gestão.
São necessários objectivos em relação à atitude dos profissionais e às suas competências.
O primeiro sinal de declínio de uma organização é deixar de conseguir atrair pessoas qualificadas, capazes e ambiciosas...>
<... A moralidade para ter algum significado, não deve ter a ver com exortação, sermão ou boas intenções. Tem a ver com práticas. Mais especificamente:
- O enfoque da organização deve estar no desempenho. A primeira exigência do espírito do desempenho baseia-se em níveis de elevado desempenho, tanto para o grupo como para cada individuo;
- O enfoque da organização deve estar nas oportunidades em vez de estar nos problemas;
- As decisões sobre pessoas - o seu recrutamento, o seu salário, promoção, despromoção ou não renovação do contrato - devem exprimir os valores e crenças da organização;
- Por último, nas decisões que tomar sobre as pessoas, a gestão deve demonstrar que percebe que a integridade é um requesito absoluto de qualquer gestor, a única qualidade que ele tem e que o irá sempre acompanhar e que não se pode esperar que seja adquirida mais tarde...>
Quando, por qualquer motivo, se suscitam dúvidas sobre os princípios expostos, criam-se inevitavelmente condições para a desmotivação dos profissionais e consequente perda de capacidade da organização para atrair ou manter nos seus quadros pessoas qualificadas, capazes e ambiciosas.
Adaptado de "Management: Tasks, Responsabilities, Practices" - Peter Drucker

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

NEGOCIAR "RÓTULOS" VS CONCRETIZAR PROJECTOS...

Recuso-me a envelhecer, no sentido da acomodação a uma vida baseada exclusivamente em recordações.
Ter e/ou colaborar em projectos novos e trabalhar com empenho na sua concretização mantém-nos "vivos".
Em contraponto, abandonar os que já não conseguem manter a nossa motivação, nomeadamente porque deixamos de reconhecer no seu desenvolvimento os valores que sustentam a sua credibilidade, torna-se um imperativo de saúde mental.
Quando descobrimos que temos menos tempo para viver do que aquele que já vivemos, muitos sentimos necessidade de "reinventar" as nossas vidas.
Entretanto, adquirimos aquele "estatuto" que nos impele à exposição desinibida das nossas opiniões críticas sobre o mundo que nos rodeia.
Na "reinvenção" das nossas vidas, o tempo que já vivemos e o que daí retiramos, obriga-nos a opções coerentes, nomeadamente levando em conta o contexto em que estamos inseridos e as opiniões que temos sobre o tal "mundo que nos rodeia".
Acredito que se trata de um instinto de sobrevivência e de alerta para os nossos filhos e para os mais jovens em geral, que querem ser felizes.
Abdicar dos valores fundamentais, no todo ou em parte, é colaborar activamente para aquilo que hoje se verifica estar a acontecer na nossa sociedade: - cada vez é maior o número de pessoas mais interessadas em "negociar" rótulos do que em debater genuinamente ideias e projectos e concretizá-los com credibilidade - para o que é indispensável a verdade, integridade, transparência, responsabilidade, solidariedade e lealdade.
No que me diz respeito, não quero contribuir para um mundo que não traz verdadeira felicidade para ninguém.
E, como escreveu o poeta *, "... a felicidade é como a pluma, que o vento vai levando pelo ar; voa tão leve, mas tem a vida breve; precisa que haja vento sem parar..."
* Vinicius de Morais

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES...

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
.....
Luís de Camões