sexta-feira, 16 de novembro de 2007

MIGUEL LEÃO FOI FAZER PSICANÁLISE...

Estou preocupado colega: - a coisa está a ficar preta, a queda é cada vez mais evidente, estou completamente careca… O que hei-de fazer para não sair muito humilhado?
Todas as noites tenho pesadelos: - vejo o Nunes em todo o lado...; não vejo nem ouço o Moreira da Silva em lado nenhum...; o Loureiro emudeceu desde o dia da apresentação da candidatura...; o Sobrinho também não ajuda... Sou um desgraçado... todos me abandonaram... Porquê, meu Deus?
Olhe, colega, agora mesmo estou a ouvir uma voz a dizer:
- Oh Miguel, não me troques o nome; eu não sou Deus... Sou o Pedro Nunes!

domingo, 11 de novembro de 2007

DR. MOREIRA DA SILVA: - SÓ NA SELVA A "FEROCIDADE" É ARGUMENTO CONVINCENTE!...

A candidatura de Moreira da Silva ao CRNOM faz parte da “União Nacional”, de que é “padrinho” Miguel Leão. Durante o seu mandato 2004-2007, Moreira da Silva foi “correia de transmissão” de Miguel Leão, o qual nunca lhe deu margem de manobra para exercer as suas competências de forma autónoma, pessoal e institucionalmente. Miguel Leão sempre impôs ao CRNOM a sua estratégia e protagonismo, apesar do órgão dirigente executivo da Secção Regional do Norte da OM ser o Conselho Regional e o respectivo presidente ser Moreira da Silva… Mas se pensarmos bem não é de admirar que Moreira da Silva tenha assumido esse papel. Pelo que já se disse, ele só podia ter uma opinião: - a de Miguel Leão. Em 2004, numa entrevista à Revista Nortemédico (n.º 3, Julho-Setembro), Moreira da Silva exprimia o seu pensamento “pluralista” desta forma: - “«penso que na Ordem dos Médicos a grande maioria das pessoas tem uma opinião só»"; "«se aparecer outra lista é porque a política do senhor Ministro ainda tem adeptos»". A doutrina e “tutela” ideológica de Miguel Leão nos anos anteriores, deu os seus frutos… Percebe-se assim que em entrevista ao Tempo Medicina de 29/10/2007 Moreira da Silva tenha afirmado: - "«Nestas eleições sou um “feroz” apoiante do dr. Miguel Leão»" e "«se Pedro Nunes for eleito e nós também, pode contar com uma mandato idêntico ao anterior»". Já se percebeu que a autoconfiança de Moreira da Silva está abalada e que tem dúvidas sobre o destino eleitoral da “União Nacional” e do respectivo “padrinho”… Só na selva a “ferocidade” funciona como argumento “convincente”… Também a insinuação “chantagista” de disfunções na OM se no CNE vierem a sentar-se Pedro Nunes e Moreira da Silva é um fortíssimo argumento para votar contra a dupla Moreira da Silva e Miguel Leão!...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

CONTRADIÇÕES DE MIGUEL LEÃO...

Segundo o jornal Tempo Medicina de 5/11/2007, Miguel Leão foi recebido pelo Ministro da Saúde no dia 31/10/2007, nas instalações do Ministério da Saúde.
Segundo a informação enviada pela agência que faz assessoria de Miguel Leão, a reunião destinava-se a que este apresentasse o seu programa de candidatura ao ministro.
Segundo Miguel Leão disse ao TM, o encontro foi solicitado com o intuito de manifestar o seu repúdio em relação à imposição da mudança do Código Deontológico dos Médicos, feito recentemente pela tutela.
Afinal em que ficamos, Dr. Miguel Leão?
Talvez seja melhor mudar de agência de assessoria!...
Em afirmações feitas ao TM, Miguel Leão "considera uma ingerência inadmissível nos assuntos internos da Ordem" essa imposição. Acrescentou, todavia, que em causa não está "qualquer posição em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez".
Quanto à posição sobre a imposição feita pela tutela... já veio fora de tempo Dr. Miguel Leão!..
Quanto à afirmação de que não está em causa "qualquer posição em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez", é melhor reler o artigo que subscreveu com os Professores Daniel Serrão e Nuno Montenegro, publicado no TM de 8/11/2006.
Nesse artigo está claramente exposta uma posição em relação à IVG. Não lhe convém manter essa posição ?...
Se mudou de opinião, manda a honestidade intelectual que o torne público e explique porquê!

sábado, 3 de novembro de 2007

O QUE PENSAM OS CANDIDATOS A BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS

Esta semana, «Tempo Medicina» coloca aos candidatos a seguinte questão: Qual a importância das listas regionais e distritais, e dos apoios que estas manifestam, ou não, aos candidatos à presidência da Ordem dos Médicos (OM), na eleição do bastonário? . Tendo em conta a resposta dos candidatos a esta questão, o conteúdo da apresentação das suas candidaturas e entrevistas dadas nos últimos tempos, podemos concluir pela existência de três modelos a merecerem reflexão, que caracterizamos da seguinte forma:

  1. Modelo “União Nacional" (bastonário e orgãos regionais e distritais com um ideário único), representado por Miguel Leão, o qual anteriormente se auto identificou com o espectro político da direita;
  2. Modelo Democrático, sustentado no pluralismo, representado por Pedro Nunes, sem conotação política;
  3. Modelo Democrático, sustentado no pluralismo, representado por Carlos Silva Santos, o qual anteriormente se auto identificou politicamente com o partido comunista. .

Vejamos as respostas específicas à questão formulada pelo TM

Miguel Leão

«A existência de candidaturas regionais e distritais solidárias demonstra a unidade nacional desta candidatura».«A minha candidatura a presidente da Ordem dos Médicos para “Defender e Unir os Médicos” é a única candidatura nacional de mudança que conta com equipas solidárias em todas as secções regionais…» «A existência de candidaturas solidárias aos órgãos regionais e distritais demonstra a unidade nacional desta candidatura…»

Pedro Nunes
«Não deve haver enfeudamento das candidaturas distritais e regionais à candidatura a bastonário»
«A OM é uma organização em que os poderes de decisão estão distribuídos por órgãos de base territorial. Para o seu funcionamento harmónico é necessário que cada um deles seja a expressão do pensamento dos médicos que representa e se integre no todo nacional.Depois de eleitos, todos os dirigentes da Ordem, pessoas responsáveis, trabalham para a defesa dos médicos, pelo que devem colaborar com lealdade. Como na Ordem não há órgãos de representação proporcional é fundamental que as listas a constituir tenham a maior abrangência e traduzam o maior leque de opiniões. Assim, não deve haver enfeudamento das candidaturas distritais e regionais à candidatura a bastonário»
Carlos Silva Santos
«A minha candidatura dá a garantia de assegurar a governabilidade da OM sem guerras norte/sul»
«O presidente do CNE da OM é o único eleito directamente pelos médicos, pelo que a “Candidatura Alternativa” sempre defendeu que a sua eleição deveria ser autónoma em relação aos restantes órgãos. Entendemos o papel de bastonário como um factor de coesão e promotor da unidade na diversidade das sensibilidades médicas existentes. Discordamos dos opositores que exigem como condição para governar terem uma maioria absoluta de apoiantes nos órgãos, nomeadamente no CNE. Esta visão estreita e radical está mais uma vez presente nestas eleições e é particularmente evidente naqueles que querem listas monocolores, rejeitando o objectivo de alcançar o pluralismo…»