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domingo, 27 de janeiro de 2008

BASTONÁRIO: - OS MÉDICOS ESCOLHERAM BEM !...

Para ilustrar porque a escolha do Bastonário foi acertada, Magazine da Saúde publica um extracto do capítulo de um livro que, em minha opinião, vale a pena ler.
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“Grandezas e Misérias dos Líderes Narcisistas” .
Extractos retirados do capítulo com o mesmo título do livro “Gestão de Recursos Humanos para o Século XXI” da autoria do Professor Mário Ceitil (ISCTE, Universidade Católica, Universidade Lusófona). .
“A auto estima é uma competência emocional que figura, actualmente, nos porte fólios de competências requeridas para o exercício dos diferentes papéis de liderança. Mas o que dizer e fazer quando essa auto estima se torna, aparentemente, exacerbada e quando os líderes usam as prerrogativas de poder para tornar os seus actos um permanente exercício de exibição onde os principais espectadores são… eles próprios? Este é um dos arquétipos do líder narcisista: um one man show sedento de poder e de reconhecimento, com uma aparência de vaidade inveterada que, todavia, esconde a enorme fragilidade de alguém que não consegue, verdadeiramente, aceitar e viver com a inevitável relatividade de si próprio.” “Apesar de o seu carisma evocar uma emocionalidade intensa, os narcisistas não se sentem, contudo, confortáveis nem com as suas próprias emoções, nem, sequer, dentro da sua própria pele. Por isso, estão permanentemente instáveis, hiper susceptíveis e, consequentemente, com défices de adaptação à realidade.” “… esta mesma situação pode conduzir a comportamentos com um acentuado impacto negativo nas acções de liderança. É assim que os líderes narcisistas podem, por exemplo, ter tendência para ouvir apenas o que querem ouvir e escutar apenas aquilo que lhes permita confirmar juízos previamente formulados. Não aprendem facilmente com os outros nem têm uma particular apetência para os ensinar; gostam, sim, de lhes dar lições e exibirem-se em discursos endoutrinadores, apologeticamente prescritivos e, não raras vezes, dogmáticos. A sua hipersensibilidade à crítica leva-os a sentirem-se imediatamente atacados quando alguém lhes manifesta um desagrado, uma oposição ou lhes faz um reparo a propósito de algum aspecto do seu comportamento, tornando muito difícil o diálogo. Falta-lhes, portanto, disponibilidade para os outros, distanciamento afectivo face às situações problemáticas e, acima de tudo, empatia. Ora, sendo estas algumas das competências mais críticas de uma liderança eficaz, tornam-se óbvias as dificuldades dos líderes narcisistas em serem percebidos como pessoas confiáveis e, por consequência, gerarem a confiança necessária para liderarem através da modelagem do seu próprio exemplo.” “… mesmo os mais produtivos e imaginativos podem conduzir as suas empresas para estratégias inadequadas ou, até, auto destrutivas.”

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

CARTA DO DR. JOÃO SEMEDO AO DR. MIGUEL LEÃO

Tendo tido conhecimento da posição assumida pelo Dr. João Semedo em relação à segunda volta das eleições da OM, em carta dirigida ao Dr. Miguel Leão, Magazine da Saúde não pode deixar de reproduzir essa missiva
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Meu caro:
. Começo por renovar os votos de um óptimo ano novo, como é próprio do dia em que escrevo esta mensagem, apesar de ela nao ser de circunstância.
O assunto é a próxima eleiçao para bastonário. Por decisao própria resolvi nao me empenhar nem apoiar nenhuma candidatura na 1a volta, como é do teu conhecimento. Nao vale a pena, agora, estar a enumerar as várias razoes que ditaram essa minha opçao. A realizaçao de uma segunda volta obrigou-me a pensar sobre se devia manter ou alterar aquela minha posiçao.
Colegas ligados aos dois candidatos tem insistido nesse sentido.
Por outro lado - como também é do teu conhecimento, tenho velhos amigos e, sobretudo, companheiros de vida política, que se envolveram nas mais variadas candidaturas. Naturalmente que, hoje, procuram que eu apoie o seu candidato a bastonário. Nao te é difícil saber - ainda recentemente o referi numa breve conversa telefónica contigo, que a maior parte deles apoiam o Pedro Nunes para esta segunda volta.
Apesar deste contexto tinha decidido nao me envolver nesta disputa.
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Até que, anteontem, recebi uma carta do CRN. A carta significa, entre outras coisas, que o Conselho Regional do Norte entrou na campanha para a segunda volta. Tenho muitas dúvidas sobre a legitimidade e legalidade dessa atitude mas, enfim, isso julgarao os colegas e os órgaos próprios para o efeito.
. Mas, pior que este abuso, é o conteúdo do comunicado e respectivos anexos. Há muito que nao via tanto maniqueísmo, nem uma leitura tao primária, deturpadora e redutora dos problemas: agit-prop em estado puro, como se a OM fosse um qualquer clube de futebol cuja SAD fosse a votos. O que o CRN fez é tao só e apenas terrorismo verbal, ao pior estilo dos autos de fé dos tribunais da Inquisiçao.
Nao creio que valha tudo para ganhar. Há limites que, do meu ponto de vista, foram ultrapassados.
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Nestas eleiçoes, nunca vi nada no comportamento de qualquer outro candidato ou candidatura, nem mesmo dos seus apoiantes, que se aproximasse minimamente do péssimo exemplo oferecido pelo CRN.
Pergunto: se antes da eleiçao é assim, como será no exercício do cargo?
. Nao me revejo nesses processos. E gostaria que ficasse muito claro que nao apoio nem os seus autores nem a tua candidatura. E que considero mesmo que o melhor para a OM é a sua derrota e, em consequencia, a continuaçao como bastonário do colega Pedro Nunes. Em muitas circunstâncias, o silencio gera muitos equívocos. Nao sou de alimentar equívocos, gosto de posiçoes claras. Assim, manifestarei a candidatura de Pedro Nunes o meu apoio a sua reeleiçao como bastonário da OM. Cumprimentos, Joao Semedo

CARTA DO DR. JORGE SILVA SOBRE A SUA OPÇÃO NA ELEIÇÃO DA ORDEM DOS MÉDICOS

Caro(a)s Colegas Tenho sido nos últimos dias questionado repetidamente sobre a minha analise e posicionamento relativamente à 2ª volta das eleições para Bastonário.
Como médico inscrito na Secção Regional do Norte devo dizer -vos que me sinto incomodado com as atitudes e comportamentos dos apoiantes do Miguel Leão, e do CRN da OM. Não só pelo despesismo e uso e abuso das nossas quotizações que se constata bem como pelo tom personalizado, hostil e quiçá difamatório contra o outro candidato usado em cartas e repetidas msgs de telemóvel, os apelos a um regionalismo serôdio e desajustado. Fica mal...fica-nos mal.
Conheço bem o Miguel Leão, meu colega na AEFMUP, que até esteve a meu lado nas lutas contra o LFP, mas as suas companhias e os seus apoiantes sobretudo a nível da MGF ( a nível regional e nacional) não me oferecem garantias... mais , não gosto de muitas delas.
Desgosta-me sobremodo que nos ultimos meses impere o silêncio qt às politicas e actos do Ministerio da Saúde...Tenho as minhas razões de queixa do Pedro Nunes, que tem estado igualmente a meu lado em algumas lutas da MGF e não só, mas ninguem é perfeito e acredito que todos podem aprender e evoluir.
Com todo o respeito pelas opçoes de voto de cada um, devo dizer-vos que apoio nesta 2ª volta, a título pessoal e como MF, a reeleição do Dr. Pedro Nunes para Bastonário da OM. Abraço Jorge Silva

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

SEGUNDA VOLTA NAS ELEIÇÕES PARA BASTONÁRIO

De acordo com informação de há poucas horas, a votação nacional traduziu-se por 44% de votos para Miguel Leão, 42% para Pedro Nunes e 14% para Silva Santos. A diferença de votos entre Miguel Leão e Pedro Nunes foi de cerca de 240.
A segunda volta será no dia 16 de Janeiro.
A análise feita por Magazine da Saúde concluiu que o que não correu bem a Pedro Nunes foi a abstenção na Secção Regional do Sul.
A convicção de vitória para Pedro Nunes, por parte dos médicos do sul, prejudicou a sua vitória à primeira volta.
Nestas lides eleitorais é sempre mau partir do pressuposto que o seu candidato já ganhou antes do acto eleitoral.
Para a segunda volta é indispensável uma intensa mobilização em todas as secções regionais, especialmente no sul.
De contrário corremos o risco ter um bastonário "político" e narcisista, nada transparente nas suas intenções e comportanmentos, relegando para plano secundário as questões técnicas, éticas e deontológicas, que afirma pretender "comandar" a agenda da saúde, falando à segunda feira de política de saúde e à quinta de questões salariais...
Dá para imaginar:
- à segunda deverá defender o encerramento da maternidade do Centro Hospitalar Vila do Conde/Póvoa de Varzim (porque será que até agora ainda não tocou nesse caso ?) por não ter o número de partos mínimo e não dispor de médicos suficientes da especialidade (há poucos anos até publicou a "lista negra" das maternidades do Norte, quando o actual ministro ainda nem pensava em ser ministro...);
- à quinta fará intervenções públicas a clamar contra a redução das horas extraordinárias dos médicos Obstetras e a dispensa de tarefeiros desse centro hospitalar...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

RECEIO DE TENTATIVA DE FRAUDE...

Pelos vistos, a coisa está a ficar preta para a dupla Miguel Leão/Moreira da Silva.
De tão inseguros que estão, nem sequer querem permitir o acesso da Lista B aos cadernos eleitorais!
De facto, a candidatura da Lista B à Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (SRNOM), liderada pelo Dr. Luís Monteiro, espera há vários dias que o presidente da Comissão Eleitoral da SRNOM lhe entregue os cadernos eleitorais. A candidatura da Lista A sempre teve acesso aos citados cadernos eleitorais, ou não fosse constituída, na sua quase totalidade, pelos actuais corpos dirigentes que, há nove anos (alguns há mais tempo – como é o caso do Dr. Miguel Leão), dirigem a referida SRNOM. Como é fácil de adivinhar, o responsável pela recusa da entrega dos cadernos eleitorais é exactamente… o Dr. Miguel Leão!... Haverá alguma justificação racional para tal recusa?...

DIRECTOR DO INTERNATO MÉDICO DO HOSPITAL DE S. JOÃO DEMITIDO!...

Há pouco mais de uma semana, o Director do Internato Médico do Hospital de S. João (Dr. António Taveira Gomes) dirigiu a todos os internos um ofício em papel timbrado do HSJ, na sua qualidade de Director do Internato (ofício nº 45/2007), sugerindo o voto na candidatura aos orgãos dirigentes da Ordem dos Médicos, na qual se integra (lista A).
Concordando com diversas críticas feitas por esse colega aos orgãos dirigentes da OM, ninguém ficou a perceber porque razão o citado colega se candidata à eleição com os responsáveis a quem se aplicavam as citadas críticas...
Os protestos foram mais que muitos, como não podia deixar de ser.
Fazer campanha eleitoral na qualidade de Director do Internato, usando os meios de comunicação formais próprios do exercício de tais funções... só mesmo um candidato imbuído do pensamento eleitoralista da dupla Miguel Leão/Moreira da Silva...
O resultado está à vista: - foi demitido na passada sexta-feira!...

sábado, 3 de novembro de 2007

O QUE PENSAM OS CANDIDATOS A BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS

Esta semana, «Tempo Medicina» coloca aos candidatos a seguinte questão: Qual a importância das listas regionais e distritais, e dos apoios que estas manifestam, ou não, aos candidatos à presidência da Ordem dos Médicos (OM), na eleição do bastonário? . Tendo em conta a resposta dos candidatos a esta questão, o conteúdo da apresentação das suas candidaturas e entrevistas dadas nos últimos tempos, podemos concluir pela existência de três modelos a merecerem reflexão, que caracterizamos da seguinte forma:

  1. Modelo “União Nacional" (bastonário e orgãos regionais e distritais com um ideário único), representado por Miguel Leão, o qual anteriormente se auto identificou com o espectro político da direita;
  2. Modelo Democrático, sustentado no pluralismo, representado por Pedro Nunes, sem conotação política;
  3. Modelo Democrático, sustentado no pluralismo, representado por Carlos Silva Santos, o qual anteriormente se auto identificou politicamente com o partido comunista. .

Vejamos as respostas específicas à questão formulada pelo TM

Miguel Leão

«A existência de candidaturas regionais e distritais solidárias demonstra a unidade nacional desta candidatura».«A minha candidatura a presidente da Ordem dos Médicos para “Defender e Unir os Médicos” é a única candidatura nacional de mudança que conta com equipas solidárias em todas as secções regionais…» «A existência de candidaturas solidárias aos órgãos regionais e distritais demonstra a unidade nacional desta candidatura…»

Pedro Nunes
«Não deve haver enfeudamento das candidaturas distritais e regionais à candidatura a bastonário»
«A OM é uma organização em que os poderes de decisão estão distribuídos por órgãos de base territorial. Para o seu funcionamento harmónico é necessário que cada um deles seja a expressão do pensamento dos médicos que representa e se integre no todo nacional.Depois de eleitos, todos os dirigentes da Ordem, pessoas responsáveis, trabalham para a defesa dos médicos, pelo que devem colaborar com lealdade. Como na Ordem não há órgãos de representação proporcional é fundamental que as listas a constituir tenham a maior abrangência e traduzam o maior leque de opiniões. Assim, não deve haver enfeudamento das candidaturas distritais e regionais à candidatura a bastonário»
Carlos Silva Santos
«A minha candidatura dá a garantia de assegurar a governabilidade da OM sem guerras norte/sul»
«O presidente do CNE da OM é o único eleito directamente pelos médicos, pelo que a “Candidatura Alternativa” sempre defendeu que a sua eleição deveria ser autónoma em relação aos restantes órgãos. Entendemos o papel de bastonário como um factor de coesão e promotor da unidade na diversidade das sensibilidades médicas existentes. Discordamos dos opositores que exigem como condição para governar terem uma maioria absoluta de apoiantes nos órgãos, nomeadamente no CNE. Esta visão estreita e radical está mais uma vez presente nestas eleições e é particularmente evidente naqueles que querem listas monocolores, rejeitando o objectivo de alcançar o pluralismo…»

quinta-feira, 26 de julho de 2007

UMA "LUFADA DE AR FRESCO" PARA A SECÇÃO REGIONAL DO NORTE DA ORDEM DOS MÉDICOS?

Texto publicado em Tempo Medicina on line em 26/07/2007
Luís Monteiro apresenta manifesto de candidatura ao CRN
Profissionalização da Ordem para «supervisionar a formação» A necessidade de se conseguir mais «justiça social entre os médicos», em termos de prontidão no acesso, e de criar uma entidade profissionalizada para regular a formação, são dois desafios constantes do manifesto de candidatura de Luís Monteiro à presidência da CRN da OM, apresentado no Porto.
Mais «rigor na obtenção de títulos», face à «exigência crescente» de controlo da idoneidade formativa dos médicos, foi uma das propostas lançadas por Luís Monteiro na apresentação do manifesto da sua candidatura à presidência do Conselho Regional do Norte (CRN) da Ordem dos Médicos (OM), que teve lugar no dia 24 de Julho, na Casa do Médico, no Porto.
Defendendo um certo «pragmatismo de actuação» nesta matéria, Luís Monteiro, cirurgião geral do Hospital da Prelada (Porto), chegou mesmo a sugerir a «profissionalização de uma secção da Ordem» que «supervisione a qualidade formativa» nos serviços públicos e privados.
«A formação profissional terá que ser especialmente exigente, tornando as novas gerações de médicos catalisadoras de progresso, saber e sentido de responsabilidade profissional», salientou.
Preferindo não fazer críticas aos últimos anos de gestão da Secção Regional do Norte (SRN), esta candidatura - a primeira que se propõe enfrentar a lista liderada por José Pedro Moreira da Silva no próximo acto eleitoral - apresentou o «profissionalismo médico» como principal linha de força: «É necessário garantir melhor qualidade de cuidados, respeitar a autonomia e informar correctamente o doente».
Para Luís Monteiro, é ainda importante haver entre os médicos «uma forma de justiça social», quer na utilização dos recursos, que «são escassos», quer na «prontidão no acesso».
Relação de confiança
Na apresentação do manifesto, que reuniu mais de meia centena de médicos, apoiantes e membros da lista, entre os quais se encontravam Albino Aroso (mandatário), Nuno Grande, Artur Osório, Rui Guimarães (presidente do Conselho Nacional dos Médicos Internos) e Carlos Santos (SIM/Norte), entre outros, Luís Monteiro defendeu que a Ordem tem de estar «acima dos poderes instalados», ou seja, «acima dos poderes políticos e económicos», focando na relação médico/doente a sua «preocupação constante». «Só assim estará criada uma ainda maior relação de confiança com a população», disse.
O manifesto considera que a Ordem deve contribuir com «propostas credíveis para a manutenção e sustentabilidade do SNS», o qual «deve ser universal, solidário e concorrencial», colocando sempre o doente «no centro do sistema».
Apoio pessoal a Pedro Nunes
A ideia de apresentar uma candidatura oponente à gestão actual da SRN partiu de «uma série de colegas e amigos», segundo contou ao «Tempo Medicina» Luís Monteiro. «Pensaram na situação actual da Ordem dos Médicos e acharam que era possível criar um projecto novo, consubstanciado num manifesto, que representa uma situação nova para a Ordem com alguma motivação para os colegas».
A candidatura «não foi feita para apoiar candidatos a bastonário», mas Luís Monteiro já tem posição formada sobre esta matéria. «Pessoalmente, tenho posição favorável à candidatura do dr. Pedro Nunes, porque me identifico com o seu programa, com a sua maneira de ser e com a sua postura», referiu, reforçando que «isto é uma opinião pessoal, porque tenho na lista pessoas que apoiam os vários candidatos».
Questionado acerca da existência de possíveis «rupturas» com a gestão actual da SRN, o cirurgião respondeu: «Não há ruptura, apenas estamos a apresentar aquilo que pensamos para a Ordem dos Médicos».
Sem «críticas estéreis»
«O dr. Luís Monteiro não vai enveredar pelas críticas estéreis que vemos por aí, de políticos e politiqueiros». A afirmação é do mandatário da candidatura, Albino Aroso, que defende a necessidade de se avançar para um «diálogo concertado» com o Ministério da Saúde, representantes dos hospitais e outras associações. Considerando a transformação «rapidíssima» que a sociedade europeia está a atravessar, o antigo secretário de Estado da Saúde fez votos para que «esta direcção da OM» consiga encontrar, no contexto nacional, uma forma de progredir em muitas áreas, reconhecendo que «temos muitos aspectos na nossa Ordem que são extremamente discutíveis». A proposta do mandatário de Luís Monteiro é, pois, dialogar «junto de quem pode alterar o estado de coisas» a nível central, «à semelhança de outros tempos, em que havia mais relações com o Governo».
Programa é apresentado em Setembro
O programa do que será a candidatura de Luís Monteiro à presidência do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos ser apresentado em finais de Setembro. «Agora só quisemos dizer aos médicos que temos mais uma candidatura, um manifesto, o que pensamos sobre os problemas e que vamos apresentar as nossas propostas», informou o cirurgião. Embora ainda não esteja completa, a lista que acompanha o manifesto de Luís Monteiro integra como presidentes dos restantes órgãos, além de Vasco Miranda (Porto), que surge como vice-presidente do CRN, Ângelo Azenha (Mesa da Assembleia Geral), Serafim Guimarães (Conselho Fiscal) e Ana Aroso, actual presidente do Conselho Disciplinar, mas que entretanto pediu a demissão daquele órgão. Para os conselhos distritais apresentam-se como candidatos à presidência Falcão dos Reis (Porto), Pedro Koch (Braga), Joana Moura (Viana do Castelo) e Eufémia Ribeiro (Vila Real).
«Tem havido alguma conflitualidade»
Em relação ao rumo que a actual direcção tem dado à SRN, Luís Monteiro, ao ser questionado, arriscou apenas uma reflexão: «Penso que tem havido alguma conflitualidade entre o Conselho Regional do Norte e o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos, e isso, do meu ponto de vista, acabou por fragilizar um pouco os médicos do Norte».
Luís Monteiro confirma que a candidatura está «muito ligada à formação», sobretudo à possibilidade de haver formação em gestão.
«São ideias completamente diferentes que não têm nada a ver com outras candidaturas», reforçou, não assumindo uma clara oposição aos órgãos actuais.
«Encaramos esta candidatura apenas como a nossa proposta», sublinhou.
«Mais para os médicos, melhor para os doentes»
O «espírito de dignidade e de rigor» que a equipa de Luís Monteiro «está a imprimir» desde que pensou candidatar-se é uma das razões que levaram Rui Guimarães, presidente do Conselho Nacional dos Médicos Internos, a apoiar esta candidatura, como declarou o anestesista ao «Tempo Medicina». «Começa-se como se deve começar, ou seja, um movimento de médicos que se vão juntando e que propõem uma alternativa: colocar os médicos do Norte num patamar de excelência, que é onde devem estar».
Para este responsável, estamos perante uma candidatura de médicos que «não têm outros projectos pessoais» que não sejam «dignificar os médicos, conseguir mais para os médicos e melhor para os doentes».
O facto de a lista integrar pessoas novas, com média etária próxima da dos internos, «o que mostra também renovação», pesou igualmente na decisão do anestesista: «Acho que a Ordem precisa, há muito tempo, de renovação, e também de pessoas que não estão tradicionalmente ligadas à instituição, ou seja, precisa de novas pessoas».
«Acho que posso fazer melhor»
Outra ideia central do manifesto de Luís Monteiro é «centrar os cuidados no doente» e que «a defesa do doente corresponde à defesa do médico» e da sua dignidade.
«Foi nisso que nos baseámos para avançar com esta candidatura», explicou.
O cirurgião admite, no entanto, que pode «fazer melhor, ter uma atitude também de defesa da própria classe»».
A defesa da autonomia técnica para o exercício profissional consta também do manifesto, que aponta ainda para uma Ordem dos Médicos como «entidade de referência» de todos os portugueses na «procura da verdade face à inevitabilidade do erro» e no «combate à negligência profissional.

domingo, 17 de junho de 2007

A PROMESSA PARA OS MÉDICOS...

"A única coisa que quero prometer é que vos vou respeitar e respeitar a vossa dignidade"

Miguel Leão, dirigindo-se aos Médicos no Porto
Apresentação da candidatura a Bastonário da Ordem dos Médicos em 15/06/07

sábado, 16 de junho de 2007

MIGUEL LEÃO - Programa de Candidatura a Bastonário

In Primeiro de Janeiro - 15/06/2007
Miguel Leão apresentou programa de candidatura a bastonário à Ordem
Defender e unir os médicos
Miguel Leão, candidato a bastonário da Ordem dos Médicos, apresentou no Porto os princípios que norteiam o seu projecto para a instituição.
Ladeado pelos dois mandatários (Sobrinho Simões e Alfredo Loureiro), comprometeu-se a não transigir na defesa e união da classe médica.
Miguel Leão apresentou ontem na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto o seu programa de candidatura às eleições que vão decorrer em Dezembro para os corpos gerentes da Ordem dos Médicos.
Leão decidiu candidatar-se para “defender e unir os médicos” em volta tanto de um projecto, como de um programa nacional.
Na mesa estiveram também o mandatário nacional, Manuel Sobrinho Simões, e o mandatário para a secção do Norte, Alfredo Loureiro que afirmou, em tom de brincadeira, esperar “desta vez ganhar as eleições”.
No seu dossier de compromissos e acções a desenvolver, Miguel Leão apresentou 12 princípios, que, em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO, salientou serem todos de extrema importância, consubstanciados em algumas acções que se propõe levar a cabo com o intuito de mudar o paradigma científico e profissional dos médicos.
Durante o seu discurso Miguel Leão defendeu que o presidente da Ordem deve ser o porta-voz e coordenador de uma equipa nacional de governo da instituição, procurando a conciliação de interesses, a união de esforços e a promoção de consensos.
Um dos pressupostos que o médico mais defendeu foi o facto de a defesa dos doentes dever implicar a defesa dos médicos e vice-versa, relacionando este ponto com outro princípio que requer mecanismos de solidariedade para os profissionais de saúde.
“Fomentar e defender os interesses da profissão médica a todos os níveis e dar pareceres sobre todos os assuntos relacionados com a organização dos serviços que se ocupem as saúde” é outra das finalidades que o candidato assume para a Ordem que se propõe liderar.
Miguel Leão, entre muitos outros princípios, referiu o facto da Ordem dos Médicos dever procurar uma concertação estratégica com as instituições de ensino médico pré-graduado, com vista a assegurar a consistência, coerência e continuidade da formação pré e pós a licenciatura em medicina.
Como forma de conclusão, o candidato disse ainda a todos os colegas presentes que “a única coisa que quero prometer é que vos vou respeitar e respeitar a vossa dignidade”.

terça-feira, 29 de maio de 2007

ELEIÇÕES PARA A ORDEM DOS MÉDICOS - Leitura de Poderes

ELEIÇÕES PARA A ORDEM DOS MÉDICOS
PONTO DE VISTA
Tempo Medicina - 1º Caderno de 2/06/2007
Leituras de poderes
A ...meses das eleições para a presidência da Ordem dos Médicos, perfilam-se duas concepções do governo desta instituição, personificadas por Miguel Leão, candidato assumido, e por Pedro Nunes, actual bastonário e candidato a novo mandato. O primeiro perfilha uma ideia a que poderíamos chamar, por comodidade, parlamentarista, na qual o papel do presidente da Ordem cederia protagonismo ao dos conselhos regionais; o segundo, que em entrevista ao «Tempo Medicina», logo após a sua eleição, afirmava que «o bastonário não é a rainha de Inglaterra», é adepto de uma concepção a que chamaríamos presidencialista. São duas posições extremas, mas ancoradas nos estatutos, pelo que ambos têm razão — da mesma maneira que os presidentes da República, respeitando a Constituição, interpretam a seu modo os poderes que esta lhes confere. Neste caso da Ordem dos Médicos, não vemos, felizmente, nem o excessivo pudor de revelar o que se pensa sobre o assunto, nem o discurso fluido que acolhe uma interpretação e o seu contrário. As posições dos dois candidatos, tomadas a conveniente distância, facilitam aos eleitores uma opção clara. «TM»